Sabemos que vivemos um período atípico em nossa sociedade. Neste período de pandemia, questionamos o que fazer e como fazer no acompanhamento de crianças portadoras de dislexia.

A princípio, sabemos que dislexia é um transtorno de aprendizagem no qual ocorrem dificuldades de reconhecimento das palavras e a codificação fonológica. Assim, a criança apresenta a necessidade de um apoio multidisciplinar (por meio de profissionais como: psicólogos, psicopedagogos, neurologistas, e etc.), pois são ferramentas essenciais para apoiar o trabalho da fonoaudióloga.

Desta forma, por meio das ferramentas digitais, como a videoconferência, foi possível manter o trabalho desenvolvido. Visto que esta ferramenta proporciona o contato do paciente com os sons e seus respectivos movimentos labiais. Ademais, as habilidades de movimento corporal, como as associadas a ritmo, puderam ser desenvolvidas por meio deste acompanhamento audiovisual. Convém ressaltar que a afinidade com o meio digital, associada ao comprometimento do paciente e família, contribui substancialmente para o bom proveito das sessões.

Por fim, com o uso de vídeos lúdicos foi possível trabalhar rítmo, leitura, escrita e compreensão das palavras, frases e textos. A codificação fonológica é fortalecida e amadurecida com as sessões trabalhadas.

Assim sendo, é possível realizar terapia fonoaudiológica com pacientes em sistema remoto, porém há necessidade de conscientização e amadurecimento das habilidades essenciais para o trabalho global do cliente.

Cátia Maria A. de S. Barreto – CRFa 1-15241