Trabalhar clinicamente com os distúrbios da fluência requer do fonoaudiólogo a apropriação de conhecimentos específicos desta área. Nesse sentido, este capítulo busca fornecer informações e referências para que se possa identificar e diferenciar as disfluências, auxiliando assim no processo diagnóstico e possibilitar encaminhamentos e abordagens terapêuticas adequados. Muitos são os distúrbios da fluência. A seguir serão descritos, além da gagueira, a disfluência psicogênica, disfluência neurológica, taquifemia e a disfluência como conseqüência de um atraso na aquisição de fala e linguagem.

Se considerarmos qualquer distúrbio de fluência como gagueira o resultado pode ser um tratamento ineficaz. Algumas abordagens, além de não apresentarem o resultado esperado sobre a disfluência do indivíduo, podem ainda, constituir fator agravante do distúrbio da fluência. Devemos considerar também que alguns procedimentos utilizados na terapia de gagueira mostram-se prejudiciais às disfluências psicogênicas, por exemplo.

O fonoaudiólogo é, freqüentemente, o primeiro profissional a ser procurado pela pessoa – ou família da pessoa – com alteração da fluência da fala. É fundamental, portanto, que este profissional conheça profundamente os diversos distúrbios da fluência, suas características, suas diferenças e suas peculiaridades, para realizar uma avaliação fonoaudiológica minuciosa e melhor conduzir o caso. Ao reconhecermos as diferentes disfluências, observamos que, por vezes, torna-se necessário recorrer a uma equipe multidisciplinar a fim de obter-se um diagnóstico mais preciso. Observa-se
também que em determinados distúrbios da fluência, o tratamento fonoaudiológico é insuficiente e o encaminhamento a outros profissionais torna-se fundamental para que se obtenha resultados terapêuticos satisfatórios.

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